Minha história com o vegetarianismo começou cedo, lembro que aos 8 anos não queria mais comer bicho morto e comia o restante da comida deixando a carne de lado. Minha família adorava comida, minha avó era a melhor cozinheira, mas ninguém era vegetariano, nem tinha muito conhecimento para fazer substituições o resultado era eu deixar de ser vegetariana em uma semana. Ou aguentar um pouco mais e ficar enfraquecida. Uma vida de anemia.

Fiquei nessa ida e vinda por muitos anos.

Até que cresci (já falei que detesto a infância) e conheci a macrobiótica. Sofri todos os preconceitos de familiares a amigos a respeito de comida. As pessoas torciam o nariz para tudo o que oferecia.

Lembro que uma ex sogra sempre falava que as meninas estavam doentes e as levava constantemente para fazer exames de sangue, até que um dia fui junto e expliquei ao médico nossa dieta a base de cereais e grão integrais, legumes, verduras e frutas. O médico olhou para minha sogra e disse: -Essa é a melhor alimentação que suas netas podem receber, do que a senhora está reclamando? – Mas doutor, elas nem comem feijão preto e arroz branco…

Desenvolvi muita paciência na vida 🙂

Sempre mantive um consumo aleatório e pequeno de carne. Mas radicalizei alguns anos sem nada animal.

Adoeci por estresse e um dia resolvi comer uma sopa de legumes com carne. Eu tenho uma imensa ligação com meu corpo, sou muito consciente dele e procuro escutar para entender. E ele pedia esse alimento, após comer me senti com força de uma forma que não sentia a muito tempo. Percebi que não comer carne me deixava muito pacifica, muito contemplativa e naquele momento da vida eu precisa da explosão para poder contornar a situação de doença por estresse em que tinha me colocado.

Dessa forma, depois de uns 6 anos sem nada animal voltei ao consumo de carne, sempre em pequenas quantidades, algumas vezes por mês, em torno de 4 ou 5 refeições. Se como no almoço não como no jantar.

Muita carne me faz mal, atrapalha a digestão e me deixa muito furiosa, com um nível de estresse fora do normal, então fui me observando até achar o que funciona para me manter em equilíbrio.

Evito comer peixe, aprendi no budismo que um peixe alimenta uma pessoa, ao passo que uma vaca alimenta um vilarejo inteiro, é uma morte que tem mais sentido.

Falo por experiência pessoal, cada pessoa tem suas convicções e sabe o que é melhor para si, mas comer um pouco de tudo, inclusive a parte animal me dá uma sensação de equilíbrio mental, como se eu pudesse processar as diferentes situações usando o alimento pra me dar a energia que eu preciso.

Não me sinto bem perante o exagero do consumo de carne como churrascarias, ninguém precisa de tanta carne assim no seu dia a dia e vejo muitas pessoas doentes por isso. Infelizmente vivemos numa sociedade que compara sua qualidade social com o consumo de carne, e seu exagero como algo de valor. Eu discordo.

Minhas filhas foram vegetarianas por anos também, depois de um tempo duas desistiram e uma continua convicta e se sente bem assim. Durante o período escolar sofreram muito bullying seja pela comida diferente ou pelo fato de não termos tv, crianças imitam o comportamento dos adultos, adultos preconceituosos crianças idem.

Minha sugestão é que voce escute seu corpo, observe doenças, sintomas, o que deixa mal, o que dá energia, qual a medida e estabeleça a sua dieta para que ela te dê o equilíbrio que precisa para enfrentar suas atividades e realizar seus objetivos.

Beijocas da Fabi

 

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Eu sou a Fabiluli ou Fabiana Pereira, tenho 42 anos, sou carioca, mãe de 3, artista, natureba, cheia de dúvidas e certezas. E em breve avó!

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