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Vivemos numa sociedade consumista, isto é um fato. Várias opções e possibilidades pipocam a nossa frente por todos os lados. Sempre a sedução do novo, onde podemos nos sentir mais modernos, melhores, num eterno começo. Casa nova, carro novo, aparelhos eletrônicos novos, parece que trocando tudo sempre, conseguimos ser melhores. Vai falar que não é mais fácil trocar algo do que trocar um pensamento?

Só que esse comportamento consumista nos leva a busca por satisfação plena e total em tudo o tempo todo. E somos exigentes, se algo não nos dá a plena satisfação, simplesmente trocamos. E rápido pra não perder tempo. E com essa facilidade para as trocas não melhoramos em nada, não nos adaptamos a nada.

O conceito cabe em tudo. Se temos algo que funcione, mas que achamos que já não está tão bom, ou se aparece algo novo na nossa frente, com aquele promessa irresistível de que vai melhorar em tudo a nossa vida, já olhamos com uma certa má vontade para o que temos. E qualquer falha ou contratempo, já é motivo para decidirmos pela troca, e imediatamente, pra não perder o tal do tempo. Sabe como é, além de trocar tudo, a gente também não tem tempo pra nada… só que o dia continua com 24 horas e o ano com os seus 365 dias, mas enfim, falta tempo. Na verdade falta tempo principalmente para nos dedicarmos a algo, principalmente a nossa própria manutenção.

Mantendo essa forma de pensar e agir vamos colecionando coisas e pessoas em nossas vidas. Um belo dia paramos, fazemos um balanço e percebemos que perdemos mais tempo com as trocas que não nos levaram a nada do que com a construção ou manutenção de algo interessante. Cada pessoa ou coisa tem sua particularidade, aquele jeitinho de funcionar, aquele som que te embala, aquela cor familiar, tem uma história com você.

Quando trocamos começamos uma nova história e demora um tempo até termos segurança e intimidade com qualquer coisa ou pessoa. Seja um amigo, um trabalho…

Essa comportamento consumista conseguiu entrar em nossas mentes, em nossa forma de agir e de se relacionar, e hoje achamos que podemos trocar sem problemas seja um aparelho de som ou um casamento.

As relações começam e terminam de forma inexplicável, simplesmente porque o outro também pensa da mesma forma que você e quando se depara com a menor dificuldade ou com uma opção mais bonita ou interessante, simplesmente troca.

Algumas vezes trocamos e outras somos trocados e o que ganhamos com isso? A sensação de que podemos começar tudo do zero e sem falhas. Bobagem, as falhas estão dentro de nós, em algum momento elas aparecerão novamente e ao invés de admitir que precisamos de manutenção e buscarmos a melhora, achamos mais fácil culpar o outro ou qualquer situação adversa e repetir o comportamento cíclico e burro da troca.

Vale a pena investir, construir uma história, ter lembranças, aprender e ensinar, ninguém nunca está além ou muito abaixo numa relação seja ela qual for. Acredito que os semelhantes se atraem , se você vê algo que não gosta no outro, olhe pra você primeiro antes de pensar na troca, perceba que muitas vezes você age da mesma forma sempre e mude. Pensando e agindo assim, paramos com as trocas que não nos tiram do lugar e visamos a evolução. Tanto material, como sentimental e espiritual.

Tudo tem conserto, inclusive você. Basta dedicação e paciência.

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