Escolha uma Página
Sonhar é preciso.

Sonhar é preciso.

Todos temos sonhos, normalmente temos sonhos básicos que estão ligados as nossas necessidades materiais como comprar a casa própria, um carro novo, um equipamento, fazer uma viagem. E temos também aqueles sonhos cheios de emoção como ter um filho, casar, adotar um animal.

Eu tenho alguns sonhos, mas reparei que em alguns momentos não lembro de nenhum e vivo como se eles não existissem e foco somente em resolver problemas e fazer a vida diária acontecer. Isso é horrível! É como viver uma vida sem significado. Nessas épocas ficamos super desanimados e muitas vezes estressados.

Sonhar faz bem.

Há alguns anos encontrei esse textinho na casa de uma pessoa e pedi pra mim, colei aqui no meu mural e volta e meia releio.

E me peguei pensando nos sonhos inspiradores, aqueles que são da nossa alma, que mexem com alguma coisa potente dentro de nós.

Eu tenho a minha lista desses sonhos, uma lista pequena mais complexa e conforme consigo realizar risco.

Sonhos da Alma
  • Olhar um leão livre nos olhos
  • Plantar cerejeiras cor de rosa ao redor da casa
  • Construir um horta
  • Passear de balão
  • Conviver com cavalos
  • Abraçar um elefante

O primeiro que saiu da lista foi o abraçar um elefante.

Eu adoro elefantes, adoro a estrutura em que vivem como uma família juntos pela vida toda, são inteligentes, cuidadosos um com o outro, grandes e desastrados.

Foi incrível passar um dia com eles, alimentá-los e andar lado a lado com eles pela floresta, sem montá-los, sem superioridade, só me colocando no meu lugar de bicho frágil que precisa saber sair da frente dos outros, que precisa ter cuidado ao se aproximar, que tem a pele fina e delicada e não consegue ser tão forte como um elefante.

Isso aconteceu numa viagem maravilhosa que ganhei de presente para a Tailândia em 2015 num santuário para elefantes resgatados de torturas em circos e shows comuns por lá.

Sigo buscando realizar os outros. 🙂

E os seus sonhos da alma como estão?

Como controlei a síndrome do pânico com autoconhecimento

Como controlei a síndrome do pânico com autoconhecimento

Esse ano completo 14 anos com um diagnóstico de síndrome do pânico. Minha primeira crise foi aos 27 anos, eu havia me mudado para uma cidade do interior em busca de uma vida mais tranquila, tinha as meninas menores e vivia sozinha.

Viver uma vida toda em grandes metrópoles e mudar para o interior pode ser assustador, eu viva esperando quando invadiriam a casa, que era de rua e sem grades, pela janela de madrugada e coisas terríveis aconteceriam. O simples e inocente do interior pra gente acostumado a viver com medo e pânico diário é desesperador, demora até voce se encaixar. E eu não me encaixei.

Aliado a falta de perspectiva que uma vida no interior tráz, eu sentia me enterrando e as meninas também. Os colegas na escola eram extremamente limitados intelectualmente, até as professoras eram muito fracas para ensinar e reconheciam que a escola não tinha condições de manter a boa educação que as meninas tinham. Eram ótimas pessoas, generosas, educadas, mas me peguei pensando que formação minhas filhas teriam, que oportunidades iriam construir morando e estudando em um lugar tão simples.

O silêncio, a falta de violência e o ar puro não eram suficientes. E penso que para os pais que tiveram educação e oportunidades e escolheram esse voto de simplicidade, de viver com menos esteja tudo bem, mas acabo achando injusto obrigar os filhos a isso. Invariavelmente quando terminar os estudos básicos esses adolescentes irão embora do interior e voltarão a cidade grande para faculdade e melhores oportunidades de trabalho, afinal viver numa cidade pequena e ouvir o canto dos pássaros somente, não foi uma escolha deles. E a questão de violência e afins vai continuar existindo. Acho que a vida no interior é um pouco romantizada.

No meio dessa piração toda, um belo dia comecei a sentir falta de ar, um aperto no peito, frio, muito medo, um gelado na nuca e a sensação de que ia morrer a qualquer momento. Estava sozinha em casa e telefonei pedindo ajuda a alguns conhecidos que moravam próximo que me levaram ao hospital, eu mal conseguia andar.

Todos os exames possíveis realizados e o diagnóstico foi crise nervosa. Queriam me dar um calmante e mandar pra casa, afinal todos os exames mostravam que eu estava bem. Eu não tomo calmantes, mal tomo remédios, discuti com o médico que não tomaria, por fim venci. Fui pra casa e no dia seguinte segui a uma consulta ambulatorial, afinal tinha ido na emergência. Eu não tinha nenhuma energia, mal conseguia parar a cabeça em pé, tava muito mal. Depois de me ouvir, ela disse que eu tive uma crise de pânico, passou um Rivotril à noite e um polivitaminico de dia.

Eu nunca tinha ouvido falar disso. Comprei o Rivotril e o polivitaminico e usei por 3 dias. Joguei tudo no lixo. O Rivotril me dava uma ressaca no dia seguinte terrível e a noite me dopava de uma forma que se a casa caísse eu não ouviria e eu era a única adulta ali, era a responsável pela família, por proteger as meninas. Tinha que estar funcionando não podia me dar ao luxo de desligar assim.

No dia seguinte fui a uma lan house decidida a pesquisar tudo sobre síndrome do pânico, causas e curas, precisava entender para resolver. Li tudo, passei horas ali e entendi que o problema era comportamental, não tinha nada errado com meu corpo para ser consertado, não havia remédio pra isso. O problema estava na forma como eu me via, via o mundo, a vida, interagia e processava os acontecimentos. Eu precisava mudar meu estilo de vida. As crises eram um pedido de socorro interno.

Primeira indicação de tratamento foi a yoga. Por sorte havia um pequeno estúdio de yoga na cidade, uma senhora francesa maravilhosa e super viajada, resolveu parar naquela mini cidade e se estabelecer. Conversei com ela sobre minhas questões e ela manteve a indicação de yoga para auto conhecimento, relaxamento e ampliação da consciência.

Comecei a praticar hatha yoga duas vezes por dia, 2 vezes por semana no estúdio e os outros dias em casa sempre de manhã e à noite. Paralelo comecei a correr 3 vezes por semana. Comprei livros, um dos melhores é do querido Professor Hermógenes. Afinal não eram só posturas, era toda uma forma de viver, pensar, sentir. Estudei muito.

As crises vinham diariamente, normalmente por volta das 18hs quando começa a escurecer, aprendi que elas duravam em média 30 minutos e que tentar controlar era pior então deixava rolar. Chorava loucamente, sentia toda aquela dor pelo corpo, o frio, o aperto no peito, a sensação de morte, ficava exausta. Não foram meses fáceis, mas lá no fundo eu sabia que não ia morrer e que aquilo ia passar logo. Nessas horas tentava fazer as posturas e exercícios respiratórios que havia aprendido e com o tempo isso me ajudou a diminuir o tempo delas.

Em alguns meses estava com minha mudança de volta a cidade grande organizada. Isso trouxe tranquilidade, por mais conturbado que seja morar num grande centro eu sabia que estava dando mais oportunidades as meninas e isso valia a pena.

As crises se mantiveram diariamente por alguns anos e com o tempo foram espaçando. Eu procurava sair de casa antes de ter, ia a igreja messiânica e recebia Johrei todos os dias nesse horário por quase um ano. Foi um ponto de apoio importante.

Dois anos depois me mudei novamente para o sul do país e lá, ainda tendo algumas crises, conheci a medicina chinesa e os florais de Bach e Saint Germain e comecei a me tratar com eles. Foi o que faltava para ampliar meu entendimento. Mudei minha alimentação e forma de ver o alimento, passei a entender de meridianos, horários, comidas. Entendi a importância de um fígado desintoxicado, da energia dos rins forte, dos problemas com o vento, frio de mais, calor de mais, sabores. E nunca mais parei de aprender, depois um pouco sobre  ayurveda, medicina antroposófica… Tô sempre buscando saber um pouco mais e tirar o que me dá mais clareza mental e espiritual, afinal não adianta entender sobre tudo e não entender sobre mim.

As crises acabaram, já deve ter uns 9 anos que tive um início de crise que reverti com exercícios respiratórios.

A síndrome do pânico me obrigou a parar de viver à toa e por prazeres, me fez buscar conhecimento, me entender, me observar, me educar. Foi a coisa mais positiva que já me aconteceu, eu mudei muito, fiquei mais sábia, procurei ser mais seletiva com o que fazia e entrava na minha vida.

Vejo pessoas se definindo por um diagnóstico e na verdade percebo que elas estão morrendo de medo de mudar, de se conhecerem, de irem contra sistemas antigos que foram criadas, hábitos ruins que herdaram. De aceitarem o quanto precisam se dedicar a elas mesmas, a se corrigir. Mudar é uma das tarefas mais difíceis.

A síndrome do pânico me colocou no meu lugar, me fez ver que preciso de manutenção constante  seja física, emocional ou espiritual e sou muito grata por isso.

Até hoje eu procuro me cuidar, criei regras e hábitos para assim me manter bem. Minha vida só melhorou depois da síndrome. Ainda hoje percebo que tudo o que faço é pra não ter nenhuma crise novamente e funciona.

Não tem solução fácil, não tem remédio que cura, tem você desenvolver um novo entendimento, aprender  e por em prática. Quanto mais você resistir em mudar mais tempo ficará doente e com uma vida ruim.

Observe se a sua doença também não é uma grande oportunidade de você se melhorar e crescer.

Aceite e encare os desafios.

Coragem.

 

 

Objetivos para 2018

Objetivos para 2018

Eu não curto muito planejar o ano, até faço alguns planos, mas nem sempre consigo cumprir, acho graça  quando encontro alguma folha com panejamentos detalhados sobre tudo que eu nem lembrava que havia pensado em fazer.

Mas acho que preciso mudar alguns procedimentos na vida e um deles é ir fazendo as coisas quando acontecem. Eu sou boa em improviso, nos momentos mais loucos eu normalmente consigo manter a calma e encontrar uma solução, mas isso além de cansativo e estressante, não funciona bem  a longo prazo.

Esse ano eu li bastante sobre organização e resolvi estabelecer alguns pontos de foco, os pontos mais importantes que não devo perder de vista e planejei atividades para eles ao longo do semestre. Fiz meus planos até junho. Em julho vou receber visita da cegonha e ter uma bebê na minha vida depois de 19 anos. Serei avó! Minha filhamais velha espera o primeiro filho, mas esse assunto merece um post próprio de tão maravilhoso.

Tenho  as cinco áreas que acredito serem importantes para priorizar esse semestre.

1- Cuidar de mim – Cuidar do meu corpo, da minha saúde, da minha mente fazendo atividades físicas, retornando a yoga e meditação, cuidando mais da alimentação, e aparência também, deixando a máquina em bom funcionamento. Pode parecer exagero mas já sinto alguns sinais de envelhecimento aos 41 anos, tenho muita consciência corporal, sou habituada a observar meu corpo e reações e já notei que as coisas estão diferentes, então os cuidados devem ser redobrados pra continuar no ritmo alucinante que é minha vida.

2 – Cuidar do meu negócio – Eu sou uma profissional independente já tem alguns anos, não tenho salários, ajudas e pensões vivo exclusivamente do que produzo então preciso ajustar meu negócio de verdade, planejando melhor meus produtos, serviços, ações, público e produção. Atuo no mercado de web e na Fabiluli e penso em iniciar um outro nicho. Sou daquelas que gosta de alternar as atividades. E pra isso vou voltar a estudar, cursos e faculdade estão nos meus planos.

3 – Viajar – Eu gosto muito de viajar, tenho muita curiosidade sobre como as pessoas vivem, se relacionam, solucionam problemas e poder observar a humanidade em vários locais pra mim é algo engrandecedor. Tenho duas viagens dos sonhos esse ano, uma é uma conferência internacional de bonecas nos EUA e outra é retornar a Portugal de férias. Não faço muita ideia de como vou conseguir ou se vou conseguir, mas vou tentar encontrar algumas soluções para realizar.

4 – Cuidar da minha casa – Eu sou muito ligada a minha casa, não importa a localização, dimensão nem nada, a minha casa é meu castelo, meu lugar seguro. E na correria da vida, do dia a dia, nos planejamentos financeiros enchutos,  ela acaba ficado em quinto lugar e quero mudar isso. Tenho me organizado diariamente para resolver pequenos problemas que empurro com a barriga por meses ou anos e manter a manutenção dela em dia. E também fiz uma lista de coisas que preciso comprar como um sofá à prova de gatos visto que o Tornado destruiu o meu que era novo.

5 – Interagir socialmente – Eu sou uma solitária, confesso que gosto de ficar sozinha, meu universo particular é tão rico, tenho tantas coisas pra fazer, inventar, experimentar, nunca estou à toa ou entediada, e sempre desde criança, eu prefiro ficar sozinha. Muitas vezes em interações sociais eu me pego pensando que poderia estar fazendo determinado projeto que me espera em casa, mas estou ali socializando, como se isso fosse uma grande perda de tempo. É um comportamento que poucos entendem, minha família já aceitou. Eu gosto de pessoas, só não faço muita questão de conviver com elas sem necessidade, se precisar de mim tô lá pra qualquer coisa, mas dificilmente vou gastar um tempo útil com uma interação tola. Não sou do tipo que faz visitas. Mas sei que esse tipo de comportamento dificulta a vida, os negócios, os aprendizados e preciso estar mais aberta a conviver com outras pessoas e aprender com elas, por mais complexo e chato que isso pareça. Então estou planejando participar de algumas atividades em grupo durante o ano.

Fiz uma agenda diária pra mim onde tento contemplar todos esse 5 pontos principais e todos os dias, ou quase todos eu dou atenção a eles. Tem funcionado e tenho conseguido avançar em alguns pontos, vamos acompanhar e ver no que vai dar, em julho eu volto com o balanço do semestre.

Beijocas da Fabi

Tudo ao mesmo tempo agora, quando a criatividade não é opção.

Tudo ao mesmo tempo agora, quando a criatividade não é opção.

A coisa que mais gosto nessa vida é trabalhar, sem exagero.

Sou do signo de capricórnio e dizem os astros todo capricorniano tem tendência a ser workaholic. Quando fazem a clássica pergunta: Se você ganhasse na mega sena ia continuar trabalhando? Respondo: Óbvio! Ia trabalhar mais ainda porque não teria limites financeiramente para meus projetos.

Eu basicamente trabalho o tempo todo e por gosto 🙂

Atualmente eu alterno técnicas e trabalhos diferentes. A verdade é que me entedio muito fácil e rapidamente perco o interesse, principalmente quando domino a atividade. Preciso de desafios constantes para me mover, detesto a sensação de ficar acomodada. E ser uma profissional autônoma pra mim cai como uma luva, pois posso determinar quais atividades farei em cada período. Ter conquistado essa liberdade de vida considero um sucesso pessoal incrível.

Na infância fui uma péssima aluna adorava a escola mas detestava a forma de estudar,  gostava de saber sobre tudo mas a forma… nossa, muito daquilo não fazia sentido algum pra mim, foi um sofrimento que durou alguns anos. Recentemente descobri que parte dessa dificuldade era por conta de um nível de dislexia, que na época da infância ninguém sabia que existia, e foi ignorada a vida toda. Confesso que senti um baita alívio, pois foram anos ouvindo que era preguiçosa ou burra, quando na verdade não era nenhuma coisa nem outra.

Adoro o a vida adulta! Detesto a infância.

Eu sou webdesigner há uns quase 10 anos e volta e meia faço algum trabalho, tirei o foco principal dos trabalhos em web por conta da Fabiluli, mas hoje já consigo ter paralelamente clientes de web e tocar a Fabiluli. Normalmente esses trabalhos acontecem no início do ano.

Dentro da Fabiluli eu divido minhas áreas em bonecas, fotografia, objetos decorativos e arte têxtil.

As bonecas podem ser para crianças brincarem seguindo alguns padrões de segurança e inspiradas na pedagogia waldorf. Ou para adultos colecionadores com mais expressividade, detalhes e às vezes temas mais adultos. Fazer bonecas mudou minha vida, me deu mais coragem e autonomia, adoro isso.

Na fotografia faço minha terapia pessoal e registro o mundo, me interesse pelo street photography, gosto de imaginar pequenos contos nas cenas do cotidiano. Gosto também das intervenções em fotos antigas. Adoro poder encontrar uma foto e inventar uma história ou mensagem usando as técnicas manuais como bordado e colagem nela.

Nos objetos decorativos eu posso dar vazão a duas paixões: velharia e reutilização ou pra ficar mais chique  ressignificação. Eu adoro um brechó, antiquário, feira de antiguidades, detesto shopping, mas não me chama pra uma feirinha de coisas usadas que eu piro. Inclusive compro a maior parte das minhas roupas em brechós, livros também só compro usados. O produto já existe, não precisamos gerar novos e usar mais recursos. Então reviro esse lugares e encontro objetos que podem virar outras coisas interessantes, às vezes compro coisas novas e estilizo, mas dou preferência para as usadas.

A arte têxtil é uma delicia de se trabalhar, adoro a feltragem com agulhas, trabalhar com fibra é tão significativo, voce a partir de uma pequena fibra faz o que quiser, adoro essa liberdade e sem fim de aplicações. Na minha lista de aprendizado tem macramê e tecelagem.

Eu adoro essa alternância e inúmeras possibilidades de criação. Normalmente vejo tudo com potencial criativo, quando paro na frente de uma casa velha não enxergo aquele momento, já vejo toda uma obra pronta, cores, formas e utilizações diferentes.

Acho que tudo nessa vida tem potencial pra ficar melhor. Até eu 🙂

 

 

Valorize suas conquistas

Valorize suas conquistas

Às vezes a vida tá uma zona, é problema de todos os lados, dificuldades à mil, e você não consegue observar uma única área da sua vida, naquele momento, que esteja boa ou que você tenha se saído bem. Se isso acontece com frequêcia com vc eu preciso te falar algo: – pára com a palhaçada!

Com certeza você tem conquistas, sucessos e vitorias. Não caia na tentação maligna de se comparar com os outros, principalmente na vida online. Algumas pessoas publicam vidas perfeitas, mas lembre que essa visão perfeita é sua, talvez a própria pessoa não veja desse jeito.

Saboreie seus momentos, olhe francamente pra você no espelho e diga toda a sua trajetória, de onde veio, como se formou como pessoa, tudo o que fez de bom, seja gentil com você.

Isso é fazer as pazes com você mesmo. É reconhecer seu valor, suas potências, capacidades e vitórias.

Aprendi algo brincando com meu gato, sabe aquela brincadeira boba de amarrar uma bolinha, uma pena, qualquer coisa numa corda e ficar balançando para o gato tentar pegar e quando ele chega perto você tira? Às vezes precisamos deixar que ele consiga pegar. Esse nunca conseguir pegar a bolinha faz o gato se sentir frustrado, ele se acha um péssimo caçador e com o tempo desiste de brincar. Mexe com a auto estima dele.

Igual a gente.

Esse excesso de cobranças, de metas a cumprir – eu tenho um monte, essa insatisfação constante tem seu lado bom que é te motivar e não deixar que se acomode.

Mas se você passa a vida sem reconhecer que já atingiu algumas metas, uma hora você vai olhar pra tudo o que já percorreu e para tudo o que falta percorrer pra alcançar o que quer e vai se sentir tão pequeno que vai desistir. E isso vai ser o seu fim.

Isso serve pessoalmente, pro seu trabalho, pra sua vida em família. Nossa, a vida em família! Vejo pais que vivem reclamando dos filhos, descontentes com tudo e quando você olha são filhos ótimos, esforçados, pessoas boas que os pais deveriam comemorar por ter criado.

Tá tudo bem também dar certo na vida, às vezes as coisas estão bem, dão certo e você fez a sua parte muito bem. Cuidado para não manter uma insatisfação tão constante que te impeça de ver as pequenas vitórias, são elas que te impulsionam.

Beijocas da Fabi

 

Aprenda a consertar

Aprenda a consertar

Vivemos numa sociedade consumista, isto é um fato. Várias opções e possibilidades pipocam a nossa frente por todos os lados. Sempre a sedução do novo, onde podemos nos sentir mais modernos, melhores, num eterno começo. Casa nova, carro novo, aparelhos eletrônicos novos, parece que trocando tudo sempre, conseguimos ser melhores. Vai falar que não é mais fácil trocar algo do que trocar um pensamento?

Só que esse comportamento consumista, nos leva a busca por satisfação plena e total em tudo o tempo todo. E somos exigentes, se algo não nos dá a plena satisfação, simplesmente trocamos. E rápido pra não perder tempo. E com essa facilidade para as trocas não melhoramos em nada, não nos adaptamos a nada.

O conceito cabe em tudo. Se temos algo que funcione, mas que achamos que já não está tão bom, ou se aparece algo novo na nossa frente, com aquele promessa irresistível de que vai melhorar em tudo a nossa vida, já olhamos com uma certa má vontade para o que temos. E qualquer falha ou contratempo, já é motivo para decidirmos pela troca, e imediatamente, pra não perder o tal do tempo. Sabe como é, além de trocar tudo, a gente também não tem tempo pra nada… só que o dia continua com 24 horas e o ano com os seus 365 dias, mas enfim, falta tempo. Na verdade falta tempo principalmente para nos dedicarmos a algo, principalmente a nossa própria manutenção.

Mantendo essa forma de pensar e agir vamos colecionando coisas e pessoas em nossas vidas. Um belo dia paramos e fazemos um balanço, e percebemos que perdemos mais tempo com as trocas que não nos levaram a nada do que com a construção ou manutenção de algo interessante. Cada pessoa ou coisa tem sua particularidade, aquele jeitinho de funcionar, aquele som que te embala, aquela cor familiar, tem uma historia com você.

Quando trocamos começamos uma nova historia e demora um tempo até termos segurança e intimidade com qualquer coisa ou pessoa. Seja um amigo, um trabalho…

Essa comportamento consumista, conseguiu entrar em nossas mentes, em nossa forma de agir e de se relacionar e hoje achamos que podemos trocar sem problemas, seja um aparelho de som ou um casamento.

As relações começam e terminam de forma inexplicável, simplesmente porque o outro também pensa da mesma forma que você e quando se depara com a menor dificuldade ou com uma opção mais bonita ou interessante, simplesmente troca.

Algumas vezes trocamos e outras somos trocados e o que ganhamos com isso? A sensação de que podemos começar tudo do zero e sem falhas. Bobagem, as falhas estão dentro de nós, em algum momento elas apareceram novamente e ao invés de admitir que precisamos de manutenção e buscarmos a melhora, achamos mais fácil culpar o outro ou qualquer situação adversa e repetir o comportamento cíclico e burro da troca.

Vale a pena investir, construir uma historia, ter lembranças, aprender e ensinar, ninguém nunca está além ou muito abaixo numa relação seja ela qual for. Acredito que os semelhantes se atraem , se você vê algo que não gosta no outro, olhe pra você primeiro antes de pensar na troca, perceba que muitas vezes você age da mesma forma sempre e mude. Pensando e agindo assim, paramos com as trocas que não nos tiram do lugar e visamos a evolução. Tanto material, como sentimental e espiritual.

Tudo tem conserto, inclusive você. Basta dedicação e paciência.

Pin It on Pinterest