Dica de cinema: COCO

Dica de cinema: COCO

Eu adoro cinema, é meu passatempo favorito e a pouco tempo fazendo um levantamento no Filmow percebi que já assisti mais de 1.000 filmes ao longo da vida e ainda tenho uma lista imensa para assistir.

Adoro animações e filmes que conseguem atingir toda a família. Gosto muito dos valores, personagens e formas de atingir pessoas de várias idades com mensagens tão importantes como a animação consegue.

A última que assisti foi Coco ou aqui no Brasil A vida é uma festa da Pixar. Ambientado no México, no dia da Festa dos Mortos, o filme conta a história de Miguel um menino que sonha em ser músico mas toda uma história antiga familiar o impede.

Lindo e emocionante Coco consegue amolecer até os corações mais duros, fala de honrar e amar seus antepassados, sobre a importância de lembrar de onde você veio e de como ter pessoas que te amam é importante. Obviamente pra isso você deve buscar ser uma experiência positiva com todos, ser grato aos que vieram antes de você e lembrar de seus ensinamentos.

Coco ganhou o Oscar por melhor animação no último domingo.

Aqui o vídeo com a música mais linda de todas do filme Remember Me.

 

Temos toda uma linhagem que trabalhou muito para chegarmos nessa ponta e hoje prestes a ser avó percebo mais do que nunca o entendimento de viver eternamente através dos seus descendentes.

Vamos ganhar um bebê dentro de alguns meses e ver minha linhagem continuar dessa forma, ver minha filha sendo mãe, ver meu neto existir é algo muito engrandecedor desde agora que ainda é somente uma promessa.

Não vou entrar em mais detalhes sobre o filme para não tirar a graça mas recomendo que você vá assistir independente de sua idade.

Depois me conta o que achou.

Beijocas

Eu sou a Fabiluli ou Fabiana Pereira, tenho 42 anos, sou carioca, mãe de 3, artista, natureba, cheia de dúvidas e certezas. E em breve avó!

Toca muito na fabiluli: The Mowgli’s – I’m Good

Adorei essa música desde a primeira vez que ouvi, me identifiquei com ela e é como me sinto nessa fase da vida.

Tem a letra e a tradução pra voce curtir também.

🙂

I’m Good
I’m good, I’m good, I’m good, I’m good
Living life just like I should
Wouldn’t change it if I could
I’m good, I’m good, I’m good

Trying to figure out who I am
Or who I’m supposed to be
Feel good about where I stand
So I can make the most of me-I’m
Coming back down from space
A million miles away
There’s a lot of love in this place
(Oh) and I’m just trying to say

I’m good, I’m good, I’m good, I’m good
Living life just like I should
Wouldn’t change it if I could
I’m good, I’m good, I’m good

It’s been a long time living this way
Worrying what people say
Feeling like I won’t fit in
But I won’t give up, no I won’t give in
We’re looking for something more
What you’re really looking for
It’s been with you since you were born
Since you were born

I’m good, I’m good, I’m good, I’m good
Living life just like I should
Wouldn’t change it if I could
I’m good, I’m good, I’m good

You only live once
I’m good with myself
I’m there for my friends
Til the very end
You only live once
I’m good with myself
I’m there for my friends
Til the very end

I wanna see another love revolution
Find a way to be a better person
If we come together like we should
We could all be good

I’m good, I’m good, I’m good, I’m good
Living life just like I should
Wouldn’t change it if I could
I’m good, I’m good, I’m good

 

Tradução

Eu estou bem
Eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem
Vivendo a vida como eu deveria
Não mudaria se eu pudesse
Eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem

Tentando descobrir quem eu sou
Ou quem eu deveria ser
Me sinto bem sobre onde eu estou
Para que eu possa tirar o máximo de mim, estou
Voltando para baixo a partir do espaço
Um milhão de milhas de distância
Há muito amor neste lugar
(Oh) e eu só estou tentando dizer

Eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem
Vivendo a vida apenas como eu deveria
Não mudaria se eu pudesse
Eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem

Tem sido um longo tempo vivendo dessa maneira
Me preocupando com o quê as pessoas dizem
Me sentindo como se eu não fosse o suficiente
Mas eu não vou desistir, não, eu não vou ceder
Estamos à procura de algo mais
O que você está realmente procurando
Tem estado com você desde que você nasceu
Desde que você nasceu

Eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem
Vivendo a vida apenas como eu deveria
Não mudaria se eu pudesse
Eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem

Você só vive uma vez
Eu sou bom comigo mesmo
Eu estou lá para os meus amigos
Até o fim
Você só vive uma vez
Eu sou bom comigo mesmo
Eu estou lá para os meus amigos
Até o fim

Eu quero ver outra revolução do amor
Encontre uma maneira de ser uma pessoa melhor
Se nos unimos como deveríamos
Nós todos poderíamos ser bons

Eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem
Vivendo vida apenas como eu deveria
Não mudaria se eu pudesse
Eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem

Eu sou a Fabiluli ou Fabiana Pereira, tenho 42 anos, sou carioca, mãe de 3, artista, natureba, cheia de dúvidas e certezas. E em breve avó!

Eu não faço bonecas Waldorf, eu faço bonecas Fabiluli!

Eu não faço bonecas Waldorf, eu faço bonecas Fabiluli!

Esse ano completo 8 anos com a Fabiluli, já passei por muitas mudanças pessoais e profissionais.

Quando comecei essa brincadeira foi amor à primeira vista por uma boneca que encontrei na web. Ela era trabalho de uma maravilhosa doll maker alemã chamada Juliane Strittmatter. Lendo seu blog na época ela falava sobre a inspiração em bonecas Waldorf, o que me fez encontrar a pedagogia Waldorf e me encantar por ela e por todos os ensinamentos da Antroposofia.

O que foi sensacional! Me ensinou muito, não só sobre brinquedos mas sobre ser humano.

A antroposofia faz parte da minha vida, dos meus cuidados com saúde, da forma como me relaciono com os outros, como eduquei e ainda educo minhas filhas e como vou educar meu neto que está a caminho. Tenho imensa gratidão por ter encontrado esses ensinamentos e as pessoas maravilhosas que conheci e ainda descubro pelo caminho através das associações com a  pedagogia Waldorf e a Antroposofia.

Mas meu trabalho com bonecas é algo que transcende o profissional. Não são só produtos feitos aos montes para revenda em lojas;  elas são minha forma de me expressar, de me entender, a minha arte. Demorou, mas aceitei que sou uma artista que usa as bonecas, a fotografia e a arte têxtil como canal. E a arte precisa ser livre!

Cheguei num ponto de maturidade onde não consigo mais seguir a estética disso ou daquilo, sigo a minha. Minhas bonecas desde o início foram inspiradas na pedagogia, mas sempre pus meu estilo pessoal nelas. Um boneco antroposófico para crianças tem essa aparência.

Miguel boneco Waldorf feito por mim numa aula da Nina Veiga

Um boneco Fabiluli para crianças tem essa.

Luiza, boneca Fabiluli

E isso em todos os modelos que crieI: Bebês carinho e fraldinha, bonecas doçura, amiga, lully, alegria e sapeca

Sinto que cumpri minha missão.

Quando comecei voce não encontrava bonecos Waldorf e mal ouvia falar de pedagogia e hoje, obviamente não só por minha causa não sou tão egocêntrica assim, esse tipo de boneco e os benefícios da pedagogia estão muito mais populares.

Diversas pessoas passaram a fazer bonecos inspiradas no meu trabalho, usando os e-books que produzi ou os cursos presenciais.

Consegui divulgar algo que eu acreditava e acredito ser urgente e necessário

Hoje  me dei o direito de trabalhar livremente com qualquer tipo de material ou detalhe. As técnicas de amarração de bonecas não são da pedagogia waldorf, são da tradição européia em fazer bonecas algo que a pedagogia sabiamente utilizou na confecção de brinquedos orientados.

Em algum momento simplesmente decidi parar de fazer bonecas educativas ou pedagógicas e fazer bonecas para divertir e encantar.

Hoje separo minhas criações em bonecas infantis e adultas. 

Uso materiais diversos, às vezes lã, às vezes fibra siliconada, às vezes algodão, todos os materiais são descriminados nos produtos. Tenho tido a preferência inclusive por usar a fibra siliconada, depois de tanto tempo ( quase 1000 bonecos que criei nesse período) concluí que com ela a boneca não mancha quando lavada, não pega traça quando guardada, seca mais rápido sem mofar e não fica com cheiro forte entre outros benefícios.

Não me importo mais em seguir uma regra de materiais e formas para ter uma chancela ou reconhecimento.

Quero manter o foco no encantamento e ter meu reconhecimento por aí, por criar bonecas encantadoras, adoráveis e cheias de sentimento que levem da reflexão a diversão e ao amor.

Então entendam que eu não faço bonecas Waldorf, eu aprendi muito com a pedagogia, mas levei 7 anos pra decidir que eu faço e quero sempre fazer bonecas Fabiluli.

Beijos da Fabi

Eu sou a Fabiluli ou Fabiana Pereira, tenho 42 anos, sou carioca, mãe de 3, artista, natureba, cheia de dúvidas e certezas. E em breve avó!

Sonhar é preciso.

Sonhar é preciso.

Todos temos sonhos, normalmente temos sonhos básicos que estão ligados as nossas necessidades materiais como comprar a casa própria, um carro novo, um equipamento, fazer uma viagem. E temos também aqueles sonhos cheios de emoção como ter um filho, casar, adotar um animal.

Eu tenho alguns sonhos, mas reparei que em alguns momentos não lembro de nenhum e vivo como se eles não existissem e foco somente em resolver problemas e fazer a vida diária acontecer. Isso é horrível! É como viver uma vida sem significado. Nessas épocas ficamos super desanimados e muitas vezes estressados.

Sonhar faz bem.

Há alguns anos encontrei esse textinho na casa de uma pessoa e pedi pra mim, colei aqui no meu mural e volta e meia releio.

 

E me peguei pensando nos sonhos inspiradores, aqueles que são da nossa alma, que mexem com alguma coisa potente dentro de nós.

Eu tenho a minha lista desses sonhos, uma lista pequena mais complexa e conforme consigo realizar risco.

Sonhos da Alma
  • Olhar um leão livre nos olhos
  • Plantar cerejeiras cor de rosa ao redor da casa
  • Construir um horta
  • Passear de balão
  • Conviver com cavalos
  • Abraçar um elefante

O primeiro que saiu da lista foi o abraçar um elefante.

Eu adoro elefantes, adoro a estrutura em que vivem como uma família juntos pela vida toda, são inteligentes, cuidadosos um com o outro, grandes e desastrados.

Foi incrível passar um dia com eles, alimentá-los e andar lado a lado com eles pela floresta, sem montá-los, sem superioridade, só me colocando no meu lugar de bicho frágil que precisa saber sair da frente dos outros, que precisa ter cuidado ao se aproximar, que tem a pele fina e delicada e não consegue ser tão forte como um elefante.

Isso aconteceu numa viagem maravilhosa que ganhei de presente para a Tailândia em 2015 num santuário para elefantes resgatados de torturas em circos e shows comuns por lá.

Sigo buscando realizar os outros. 🙂

E os seus sonhos da alma como estão?

Eu sou a Fabiluli ou Fabiana Pereira, tenho 42 anos, sou carioca, mãe de 3, artista, natureba, cheia de dúvidas e certezas. E em breve avó!

Como controlei a síndrome do pânico com autoconhecimento

Como controlei a síndrome do pânico com autoconhecimento

Esse ano completo 14 anos com um diagnóstico de síndrome do pânico. Minha primeira crise foi aos 27 anos, eu havia me mudado para uma cidade do interior em busca de uma vida mais tranquila, tinha as meninas menores e vivia sozinha.

Viver uma vida toda em grandes metrópoles e mudar para o interior pode ser assustador, eu viva esperando quando invadiriam a casa, que era de rua e sem grades, pela janela de madrugada e coisas terríveis aconteceriam. O simples e inocente do interior pra gente acostumado a viver com medo e pânico diário é desesperador, demora até voce se encaixar. E eu não me encaixei.

Aliado a falta de perspectiva que uma vida no interior tráz, eu sentia me enterrando e as meninas também. Os colegas na escola eram extremamente limitados intelectualmente, até as professoras eram muito fracas para ensinar e reconheciam que a escola não tinha condições de manter a boa educação que as meninas tinham. Eram ótimas pessoas, generosas, educadas, mas me peguei pensando que formação minhas filhas teriam, que oportunidades iriam construir morando e estudando em um lugar tão simples.

O silêncio, a falta de violência e o ar puro não eram suficientes. E penso que para os pais que tiveram educação e oportunidades e escolheram esse voto de simplicidade, de viver com menos esteja tudo bem, mas acabo achando injusto obrigar os filhos a isso. Invariavelmente quando terminar os estudos básicos esses adolescentes irão embora do interior e voltarão a cidade grande para faculdade e melhores oportunidades de trabalho, afinal viver numa cidade pequena e ouvir o canto dos pássaros somente, não foi uma escolha deles. E a questão de violência e afins vai continuar existindo. Acho que a vida no interior é um pouco romantizada.

No meio dessa piração toda, um belo dia comecei a sentir falta de ar, um aperto no peito, frio, muito medo, um gelado na nuca e a sensação de que ia morrer a qualquer momento. Estava sozinha em casa e telefonei pedindo ajuda a alguns conhecidos que moravam próximo que me levaram ao hospital, eu mal conseguia andar.

Todos os exames possíveis realizados e o diagnóstico foi crise nervosa. Queriam me dar um calmante e mandar pra casa, afinal todos os exames mostravam que eu estava bem. Eu não tomo calmantes, mal tomo remédios, discuti com o médico que não tomaria, por fim venci. Fui pra casa e no dia seguinte segui a uma consulta ambulatorial, afinal tinha ido na emergência. Eu não tinha nenhuma energia, mal conseguia parar a cabeça em pé, tava muito mal. Depois de me ouvir, ela disse que eu tive uma crise de pânico, passou um Rivotril à noite e um polivitaminico de dia.

Eu nunca tinha ouvido falar disso. Comprei o Rivotril e o polivitaminico e usei por 3 dias. Joguei tudo no lixo. O Rivotril me dava uma ressaca no dia seguinte terrível e a noite me dopava de uma forma que se a casa caísse eu não ouviria e eu era a única adulta ali, era a responsável pela família, por proteger as meninas. Tinha que estar funcionando não podia me dar ao luxo de desligar assim.

No dia seguinte fui a uma lan house decidida a pesquisar tudo sobre síndrome do pânico, causas e curas, precisava entender para resolver. Li tudo, passei horas ali e entendi que o problema era comportamental, não tinha nada errado com meu corpo para ser consertado, não havia remédio pra isso. O problema estava na forma como eu me via, via o mundo, a vida, interagia e processava os acontecimentos. Eu precisava mudar meu estilo de vida. As crises eram um pedido de socorro interno.

Primeira indicação de tratamento foi a yoga. Por sorte havia um pequeno estúdio de yoga na cidade, uma senhora francesa maravilhosa e super viajada, resolveu parar naquela mini cidade e se estabelecer. Conversei com ela sobre minhas questões e ela manteve a indicação de yoga para auto conhecimento, relaxamento e ampliação da consciência.

Comecei a praticar hatha yoga duas vezes por dia, 2 vezes por semana no estúdio e os outros dias em casa sempre de manhã e à noite. Paralelo comecei a correr 3 vezes por semana. Comprei livros, um dos melhores é do querido Professor Hermógenes. Afinal não eram só posturas, era toda uma forma de viver, pensar, sentir. Estudei muito.

As crises vinham diariamente, normalmente por volta das 18hs quando começa a escurecer, aprendi que elas duravam em média 30 minutos e que tentar controlar era pior então deixava rolar. Chorava loucamente, sentia toda aquela dor pelo corpo, o frio, o aperto no peito, a sensação de morte, ficava exausta. Não foram meses fáceis, mas lá no fundo eu sabia que não ia morrer e que aquilo ia passar logo. Nessas horas tentava fazer as posturas e exercícios respiratórios que havia aprendido e com o tempo isso me ajudou a diminuir o tempo delas.

Em alguns meses estava com minha mudança de volta a cidade grande organizada. Isso trouxe tranquilidade, por mais conturbado que seja morar num grande centro eu sabia que estava dando mais oportunidades as meninas e isso valia a pena.

As crises se mantiveram diariamente por alguns anos e com o tempo foram espaçando. Eu procurava sair de casa antes de ter, ia a igreja messiânica e recebia Johrei todos os dias nesse horário por quase um ano. Foi um ponto de apoio importante.

Dois anos depois me mudei novamente para o sul do país e lá, ainda tendo algumas crises, conheci a medicina chinesa e os florais de Bach e Saint Germain e comecei a me tratar com eles. Foi o que faltava para ampliar meu entendimento. Mudei minha alimentação e forma de ver o alimento, passei a entender de meridianos, horários, comidas. Entendi a importância de um fígado desintoxicado, da energia dos rins forte, dos problemas com o vento, frio de mais, calor de mais, sabores. E nunca mais parei de aprender, depois um pouco sobre  ayurveda, medicina antroposófica… Tô sempre buscando saber um pouco mais e tirar o que me dá mais clareza mental e espiritual, afinal não adianta entender sobre tudo e não entender sobre mim.

As crises acabaram, já deve ter uns 9 anos que tive um início de crise que reverti com exercícios respiratórios.

A síndrome do pânico me obrigou a parar de viver à toa e por prazeres, me fez buscar conhecimento, me entender, me observar, me educar. Foi a coisa mais positiva que já me aconteceu, eu mudei muito, fiquei mais sábia, procurei ser mais seletiva com o que fazia e entrava na minha vida.

Vejo pessoas se definindo por um diagnóstico e na verdade percebo que elas estão morrendo de medo de mudar, de se conhecerem, de irem contra sistemas antigos que foram criadas, hábitos ruins que herdaram. De aceitarem o quanto precisam se dedicar a elas mesmas, a se corrigir. Mudar é uma das tarefas mais difíceis.

A síndrome do pânico me colocou no meu lugar, me fez ver que preciso de manutenção constante  seja física, emocional ou espiritual e sou muito grata por isso.

Até hoje eu procuro me cuidar, criei regras e hábitos para assim me manter bem. Minha vida só melhorou depois da síndrome. Ainda hoje percebo que tudo o que faço é pra não ter nenhuma crise novamente e funciona.

Não tem solução fácil, não tem remédio que cura, tem você desenvolver um novo entendimento, aprender  e por em prática. Quanto mais você resistir em mudar mais tempo ficará doente e com uma vida ruim.

Observe se a sua doença também não é uma grande oportunidade de você se melhorar e crescer.

Aceite e encare os desafios.

Coragem.

 

 

Eu sou a Fabiluli ou Fabiana Pereira, tenho 42 anos, sou carioca, mãe de 3, artista, natureba, cheia de dúvidas e certezas. E em breve avó!

Objetivos para 2018

Objetivos para 2018

Eu não curto muito planejar o ano, até faço alguns planos, mas nem sempre consigo cumprir, acho graça  quando encontro alguma folha com panejamentos detalhados sobre tudo que eu nem lembrava que havia pensado em fazer.

Mas acho que preciso mudar alguns procedimentos na vida e um deles é ir fazendo as coisas quando acontecem. Eu sou boa em improviso, nos momentos mais loucos eu normalmente consigo manter a calma e encontrar uma solução, mas isso além de cansativo e estressante, não funciona bem  a longo prazo.

Esse ano eu li bastante sobre organização e resolvi estabelecer alguns pontos de foco, os pontos mais importantes que não devo perder de vista e planejei atividades para eles ao longo do semestre. Fiz meus planos até junho. Em julho vou receber visita da cegonha e ter uma bebê na minha vida depois de 19 anos. Serei avó! Minha filhamais velha espera o primeiro filho, mas esse assunto merece um post próprio de tão maravilhoso.

Tenho  as cinco áreas que acredito serem importantes para priorizar esse semestre.

1- Cuidar de mim – Cuidar do meu corpo, da minha saúde, da minha mente fazendo atividades físicas, retornando a yoga e meditação, cuidando mais da alimentação, e aparência também, deixando a máquina em bom funcionamento. Pode parecer exagero mas já sinto alguns sinais de envelhecimento aos 41 anos, tenho muita consciência corporal, sou habituada a observar meu corpo e reações e já notei que as coisas estão diferentes, então os cuidados devem ser redobrados pra continuar no ritmo alucinante que é minha vida.

2 – Cuidar do meu negócio – Eu sou uma profissional independente já tem alguns anos, não tenho salários, ajudas e pensões vivo exclusivamente do que produzo então preciso ajustar meu negócio de verdade, planejando melhor meus produtos, serviços, ações, público e produção. Atuo no mercado de web e na Fabiluli e penso em iniciar um outro nicho. Sou daquelas que gosta de alternar as atividades. E pra isso vou voltar a estudar, cursos e faculdade estão nos meus planos.

3 – Viajar – Eu gosto muito de viajar, tenho muita curiosidade sobre como as pessoas vivem, se relacionam, solucionam problemas e poder observar a humanidade em vários locais pra mim é algo engrandecedor. Tenho duas viagens dos sonhos esse ano, uma é uma conferência internacional de bonecas nos EUA e outra é retornar a Portugal de férias. Não faço muita ideia de como vou conseguir ou se vou conseguir, mas vou tentar encontrar algumas soluções para realizar.

4 – Cuidar da minha casa – Eu sou muito ligada a minha casa, não importa a localização, dimensão nem nada, a minha casa é meu castelo, meu lugar seguro. E na correria da vida, do dia a dia, nos planejamentos financeiros enchutos,  ela acaba ficado em quinto lugar e quero mudar isso. Tenho me organizado diariamente para resolver pequenos problemas que empurro com a barriga por meses ou anos e manter a manutenção dela em dia. E também fiz uma lista de coisas que preciso comprar como um sofá à prova de gatos visto que o Tornado destruiu o meu que era novo.

5 – Interagir socialmente – Eu sou uma solitária, confesso que gosto de ficar sozinha, meu universo particular é tão rico, tenho tantas coisas pra fazer, inventar, experimentar, nunca estou à toa ou entediada, e sempre desde criança, eu prefiro ficar sozinha. Muitas vezes em interações sociais eu me pego pensando que poderia estar fazendo determinado projeto que me espera em casa, mas estou ali socializando, como se isso fosse uma grande perda de tempo. É um comportamento que poucos entendem, minha família já aceitou. Eu gosto de pessoas, só não faço muita questão de conviver com elas sem necessidade, se precisar de mim tô lá pra qualquer coisa, mas dificilmente vou gastar um tempo útil com uma interação tola. Não sou do tipo que faz visitas. Mas sei que esse tipo de comportamento dificulta a vida, os negócios, os aprendizados e preciso estar mais aberta a conviver com outras pessoas e aprender com elas, por mais complexo e chato que isso pareça. Então estou planejando participar de algumas atividades em grupo durante o ano.

Fiz uma agenda diária pra mim onde tento contemplar todos esse 5 pontos principais e todos os dias, ou quase todos eu dou atenção a eles. Tem funcionado e tenho conseguido avançar em alguns pontos, vamos acompanhar e ver no que vai dar, em julho eu volto com o balanço do semestre.

Beijocas da Fabi

Eu sou a Fabiluli ou Fabiana Pereira, tenho 42 anos, sou carioca, mãe de 3, artista, natureba, cheia de dúvidas e certezas. E em breve avó!

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