A Fabiluli esse ano comemora 07 anos de existência, mas fazem 09 anos que eu resolvi que ia encontrar uma forma de ser uma profissional autônoma para poder ficar mais tempo em casa com as meninas. Pra quem não me conhece eu tenho 03 filhas: Agatha (24), Amanda(20) e Alice(18) some a família  Zen, dog(12) , Thor, cat(2) e a neta Diana, cat (3).

Meninas 🙂

Só as mães sabem o quanto é difícil sair todos os dias para trabalhar e deixar os filhos em casa, além de você não participar da vida deles, os custos e perigos são muito altos.

Não via sentido em sair para trabalhar fora por tantas horas, que muitas vezes não eram sempre produtivas, e deixar as meninas a cada momento numa estrutura, porque né estabilidade não existe na vida de uma mãe solteira, em alguns momentos ficaram com parentes, em outros em escola integral, em outros em escola meio período e empregada ou escola meio período e sozinhas até que eu chegasse do trabalho.

As meninas sempre foram tranquilas e parceiras, nunca foi fácil e elas, como dizia a minha mais velha, sempre foram treinadas pra guerra, mas isso não fazia bem nem pra elas e nem pra mim.

Depois de muitas tentativas furadas( já fiz curso de cabeleireiro, maquiador, cosméticos naturais, elaboração de projetos e sei lá mais o quê)  e planos, resolvi fazer uma formação em webdesign e trabalhar em casa. Uma loucura uns 10 anos atrás sem nenhuma experiência na área nem conhecidos. Mas desafios me divertem. Lembro do filme Rei Leão, da fala do Simba: – Perigo? Eu rio na cara do perigo!

É difícil? Manda pra mim! Pessoas complexas.

 

 

Fui, consegui uma grana pra bancar o curso, comprar equipamento, era tudo bem caro, mas foi uma daquelas sortes do destino e recebi algumas pensões atrasadas, porque claro, pra dificultar a vida, o pai das maiores sumiu e nunca contribuiu com nada, mas vida que segue, sem drama, mantendo o foco no assunto, estudei, organizei a vida e conclui sou uma webdesigner.  E trabalhei por uns 5 anos no meio por conta própria com um sócio de vida e trabalho. Hoje continuo a trabalhar com web através da Unicórnios Voadores, se estiver querendo fazer um site maneiro tamos aí.

Depois de um tempo quis mudar de ramo, senti uma baita vontade de criar, mas criar com as minhas mãos, rolava uma comichão,  que não era alergia 🙂  Na época vivia com uma pessoa que foi super companheira e me incentivou muito a realizar essa vontade e assim nasceu a Fabiluli.

E novamente com poucos recursos financeiros me meti em um negócio em que não sabia nada, 7 anos atrás ninguém fazia bonecas waldorf como eu faço, no máximo umas mães antroposóficas faziam algo para os filhos mas sem cunho comercial. Eu nunca havia costurado ou mexido em uma máquina de costura, tive que pesquisar tudo em sites alemães, comprar livros caros e em outras línguas. Mas me tornei referência nesse segmento no Brasil, já fiz centenas de bonecas, ensinei dezenas de pessoas e o mais importante foi ter trazido um perfil de qualidade para esse trabalho. Me orgulho disso.

Eu faço parte da estatística que mais cresce no IBGE de mulher chefe de família. Mulher, mãe de 3, sem renda fixa, sem pensão, sem marido, todo dia é dia útil. E muitas vezes confesso que essa estrutura me dá satisfação por mais difícil que seja.

Tô criando a Fabiluli já tem 07 anos, ela nunca está pronta, eu tenho essa sede de mudanças, novidades e desafios e nunca me contento, sempre acho que posso melhorar, expandir e criar mais.

Recentemente expandi a Fabiluli para além da venda de bonecas prontas criando e-books, cursos presenciais e online e fotografias decorativas.

Em breve vem a linha de roupas infantis, tá em planejamento e daqui a pouco já vai dar pra vestir a criançada com roupa de boneca Fabiluli, colorida, livre, confortável e infantil.

O que mais vou fazer eu não sei, mas tô sempre aberta a novidades, a pensar diferente e principalmente aprender coisas novas. Essa inquietude deixa algumas pessoas tensas, mas é muita fome de vida e energia criativa pra ficar acomodada e parada da mesma forma sempre. Eu preciso de movimento.

Hoje as meninas estão criadas, adultas e encaminhadas e eu tenho a liberdade de morar onde bem entender pelo tempo que quiser, meu trabalho é todo pela web e correios, tendo internet de qualidade e agência dos correios posso ir e a minha alma cigana fica feliz e realizada. De certa forma tudo o que busquei e aconteceu na minha vida foi pra criar essa independência.

Os perrengues de grana acontecem o tempo todo, uns meses tem muito, outros poucos, outros nada, você se desespera, promete que vai trabalhar de carteira assinada e agir bovinamente, mas respira e percebe que viver por conta própria e gerar seu sustento, por mais simples que seja a sua vida, vale mais a pena e é a única forma segura de ganhar dinheiro, sendo você o responsável pela sua vida, negócio e sucesso.

A solidão é uma realidade, minha vida social é ridícula, por ter tido filhos cedo não fiz os caminhos normais e com isso sempre fui mais sozinha do que cheia de amigos. Trabalhando em casa então imagina, viro quase um ermitão. Às vezes me obrigo a sair um pouco e ver pessoas só pra não perder o hábito de convivência social e também a fazer sociedade em projetos paralelos, pra conviver com outras pessoas. Não quero ser uma pessoa intolerante que resolve tudo sozinha o tempo todo, tô sempre de olho em mim.

Se eu recomendo alguém a empreender? Sim, mas só os corajosos e desapegados. Os que entendem que a vida toma formas diferentes em cada fase e que a estabilidade não existe. Alguém que não tenha medo da liberdade e de toda a responsabilidade que ela trás.

E tô compartilhando um pouco da minha história porque sei que tem gente querendo dar um passo na direção da liberdade mas que tem medo.

Vai! E se der medo vai com medo mesmo! E mostra quem manda.

Beijo da Fabi

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