Tem 6 anos que montei a Fabiluli, no início meu foco era 100% infantil, com o tempo foi mudando, e hoje considero que seja 60%, a fotografia e as artes manuais estão crescendo em interesse dentro de mim.  Mas fazer algo para crianças foi muito transformador no sentido de tudo o que tive que aprender, estudar, ler e exercitar para ter verdade nas minhas ações. Desde o início eu queria trabalhar com produtos de alta qualidade, queria trazer para o Brasil materiais que não tínhamos acesso como lã mohair, tecido de algodão orgânico, padrões estéticos, detalhes etc. Obviamente isso influenciou no preço das bonecas e ouvi muitos comentários do tipo: – ah dar uma boneca cara pra criança? não vale a pena elas estragam tudo. Como se crianças só pudessem ter bonecas de plástico e bem baratas.

Durante esse período vi muitas pessoas construírem trabalhos focados em crianças. A maioria grandes e talentosos profissionais, e todos sem nenhuma exceção sofreram algum tipo de preconceito.

Recentemente a Amy Lee, vocalista da banda Evanescence, musicista excelente, de qualidade incomparável resolveu lançar um trabalho voltado ao público infantil chamado “Dream too much” e sofreu preconceito e ainda sofre até hoje comentários maldosos. O trabalho na verdade foi em homenagem ao pai, mas como ela tinha um filhinho com certeza foi influenciada pela maternidade e ainda aproveitou para reunir a família em estúdio e todos participarem.

E choveram criticas, a própria Amy Lee ficou chocada com a desvalorização do trabalho simplesmente por ser focado no público infantil.

Parece que as pessoas se incomodam quando encontram alguém qualificado focando no público infantil, e que para as crianças qualquer coisa serve. O descrédito quando se assume que se faz produtos para a infância é visível, tipo algo sem valor. Junte as críticas a Adriana Calcanhoto, Arnaldo Antunes, Fernanda Takai e por aí vai. Fica sempre um comentário maldoso: “música para baixinho? acabou a carreira?

Parecem não perceber que crianças deveriam ser criadas com tudo de melhor ao redor, com qualidade em cada produto que ela toque ou use, com comida boa, com organização, limpeza, dedicação, dessa forma vamos garantir que elas tenha um nível de exigência maior e não aceitem qualquer coisa como produtos que se quebram no primeiro instante e geram lixo e poluição, serviços mal prestados, relações superficiais. Alguma hora isso tem que mudar.

Crianças precisam crescer envoltas em qualidade, dê o máximo que puder e mostre a diferença, assim teremos pessoas mais exigentes e seguras, que sabem o quanto valem, e que não vão tolerar lixo tanto físico como emocional em suas vidas.

Não é só sobre consumo e produtos, é sobre saber o que é bom, é sobre se valorizar, valorizar o outro e o planeta em que se vive.

Que cada vez mais profissionais qualificados queiram desenvolver coisas para crianças e que cada vez mais crianças tenha acesso a coisas boas.

E se voce quiser conhecer mais o trabalho da Amy Lee infantil está a venda na amazon aqui.

Beijocas

 

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